quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

7 Maravilhas ESTRAGADAS de Estremoz

Este blog, vai proceder a uma votação, para as sete maravilhas ESTRAGADAS de Estremoz. Estamos abertos a propostas que têm de reunir algumas condições:
1ª - estar quase a cair
2ª - ter caído
3ª - em mau estado
4ª - ser propriedade do estado ou particular
5ª - (IN)Acessível a deficientes
enfim estar mesmo a precisar de uma intervenção.
Aceitam-se propostas, pensamos dar inicio em o1 de Janeiro 2008 com as nomeações.
Deixo aqui desde já alguns nomeados

Casa da Câmara - Centro Histórico
Edifício em derrocada - Largo Espírito Santo
Edifício quase em derrocada - Luís Campos junto ao Lago do Gadanha
Sanitários do Rossio Marquês de Pombal
Sanitários do Jardim
Parque Infantil Portas de Santa Catarina
Acessos à tesouraria da Câmara
Acessos aos Correios
Acessos às passadeiras
Acessos ao Museu Municipal

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Ambientalistas, ecologistas e outros...

Muitas vezes, somos confrontados com o reaparecimento nos telejornais de noticias, envolvendo acções de defensores do Ambiente e da Vida. O que pretendo referenciar é: a pesca, a agricultura, as minas, os transportes marítimos, a energia, as rodovias, as empresas aeronáuticas, as telecomunicações, etc. Estes senhores, encapotados em defensores do ambiente e das condições de vida, muitas das vezes chegam a ser ridículos pois, exigem o impossível numa sociedade de consumo, que cada vez mais se baseia nos média e nas novas tecnologias para subsistir, mas também, estes senhores necessitam desses meios para se fazerem ouvir. Senão vejamos: Usam telemóvel, segundo eles nocivo para a saúde. Então porque o usam? Utilizam as imagens de televisão para fazerem chegar a sua mensagem, aqui utilizam o espectro radio eléctrico, que segundo alguns também faz mal. Utilizam automóveis, barcos, aviões e outros meios de transporte poluentes que causam prejuízo à camada de ozono, mas não se inibem de utilizar os mesmos, para protegerem o ambiente que tanto prezam. Dizimam colheitas de cereais, no entanto gostam de pipocas. Interferem no normal decurso do desenvolvimento estrutural do interior do País, por exemplo em Estremoz no caso da variante ao IP2, talvez porque, a estrada passaria junto ao monte de ferias adquirido há alguns anos. Aqui estaria o bem estar de um, justificado com meia dúzia de sobreiros e oliveiras, que não poderiam ser abatidos ao efectivo florestal, no entanto, revemos o Alqueva e quantos milhares de árvores foram abatidas, em prol do interesse Nacional. Aqui, mais que não fosse, servia para desviar o transito das proximidade de três escolas, um Centro de Saúde, um Centro Social que serve população jovem e idosa, um Centro de Saúde e um Centro de Emprego, um Complexo Desportivo, um parque Infantil e Sénior. Não gostaria de um dia escutar na nossa radio, que um familiar destes senhores, apanhado pelo destino o tenha obrigado a chorar por algum ente querido lamentavelmente morto, pela sua irredutibilidade em aceitar um traçado, onde já foram investidos alguns milhares de Euros dos nossos impostos.
Gostaria de comentar também a atitude do Greenpeace, ao bloquear o Conselho de Ministros da UE por causa das quotas de pesca, estes senhores ainda não repararam que a nossa frota pesqueira, deve estar neste momento reduzida a 25% do que era à entrada para a UE e isso, muito por culpa das quotas pesqueiras. Como deu a entender o ministro Jaime Silva, por este andar e por vontade destes senhores, qualquer dia não comemos, ideia com a qual estou solidário, pois se continuamos a dar ouvidos a este tipo de associações, qualquer dia não temos bens alimentares, sem estar a incorrer num crime contra a natureza. No entanto é agradável ver, quando alguns ambientalistas se sentam numa marisqueira, a refastelarem-se com uma Lagosta suada, que minutos antes estava viva.
O ser humano, é o maior predador no nosso ecossistema e para se alimentar, mata! Seja um vegetal ou um animal, é condição vital que destrua outra vida para subsistir. Como se alimentam estes senhores? Será que se alimentam do ar? Penso que não. Então necessitam que alguém mate, para eles poderem subsistir. Deixem-se de puritanismos e permitam que se viva melhor e com mais condições de vida, aproveitem o dinheiro que gastam neste tipo de acções, para o aplicar no transporte de excedentes alimentares para os países subdesenvolvidos, em vez de estarem a contribuir para o buraco de ozono.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Continuando com Jorge de Sena - Ode ao Surrealismo por Conta Alheia

Um comentário, a um novo blog da nossa praça, todos sabemos que não gosta deste poeta então lá vai mais um poema.

Que levas ao colo,
embrulhado em sarrafaçais transcritos mau olhado
abomináveis trutas e outros preconceitos?
Um sacerdote? Um gato? A timidez?

Que transportas silencioso, imóvel, como dormindo, no xaile
pespontado a verde com que limpas o suor, o sêmen, as fezes,
tudo o que abandonas, ofereces, vendes, expulsas, injetas,
convocas, reprovas, descreves, etc.?
Embalas e não respondes.
Temes a polícia, os tapetes, o capacho, o telefone, as campainhas
de porta, as pessoas paradas pelas esquinas reparando
em por de baixo das roupas das outras que passam?
Temes as palavras?
Temes que saiam versos, lágrimas, casamentos,
satisfações apressadas em campos de arrabalde?
Temes os partidos, os artigos de fundo, os banqueiros, os capelistas,
a inflação, as úlceras do estômago ou sociais?
Que transportas ao colo
em silêncio e num xaile?
É a vida? Anúncios luminosos? Casas econômicas? O mar? Irmãos?
Reivindicações? Um livro?
Embalas e não respondes.
É a vida? A noite que cai? As luzes distantes? Um gesto? Um olhar?
Um quadro? Uma poesia lírica?
(Oportunamente interrompida pela chegada de uma pessoa conhecida)


retirado de http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=8395&titulo=Ode+ao+Surrealismo+por+Conta+Alheia

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A Portugal

Como cortar fitas é passado e até não gosta de Jorge de Sena, aqui vai outro de cortar e agradeço a referência. Deixo no entanto aqui o endereço do verdadeiro CORTA FITAS e não do plágio


Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço.
És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não.

Jorge de Sena em : http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=1774&titulo=A+Portugal.