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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A Portugal

Como cortar fitas é passado e até não gosta de Jorge de Sena, aqui vai outro de cortar e agradeço a referência. Deixo no entanto aqui o endereço do verdadeiro CORTA FITAS e não do plágio


Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço.
És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não.

Jorge de Sena em : http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=1774&titulo=A+Portugal.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

No País dos Sacanas

Que melhor para expressar o meu estado de espirito neste momento, esta bela poesia de Jorge de Sena.

Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?
Todos os são, mesmo os melhores, às suas horas,
e todos estão contentes de se saberem sacanas.
Não há mesmo melhor do que uma sacanice
para poder funcionar fraternalmente
a humidade de próstata ou das glandulas lacrimais,
para além das rivalidades, invejas e mesquinharias
em que tanto se dividem e afinal se irmanam.

Dizer-se que é de heróis e santos o país,
a ver se se convencem e puxam para cima as calças?
Para quê, se toda a gente sabe que só asnos,
ingénuos e sacaneados é que foram disso?

Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.
Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice,
porque no país dos sacanas, ninguém pode entender
que a nobreza, a dignidade, a independência, a
justiça, a bondade, etc., etc., sejam
outra coisa que não patifaria de sacanas refinados
a um ponto que os mais não são capazes de atingir.

No país dos sacanas, ser sacana e meio?
Não, que toda a gente já é pelo menos dois.
Como ser-se então nesse país? Não ser-se?
Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.
Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma.

Jorge de Sena - 1919 - 1978

Em sentido contrário

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Mais uma etapa concluída

Hoje, foi dia de diploma de 12º Ano.
No Parque das Nações, estavam os primeiros 65 alunos que completaram o 12º ano pelo RVCC e eu estava entre eles como se vê nas fotos. O meu, chegou pelas mãos do nosso Primeiro Ministro, acompanhado do Ministro do Trabalho e Solidariedade Social e da Ministra da Cultura.



quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O Ginásio da Escola Industrial e Comercial de Estremoz

João Barbas, Irene Barbas, muitos estarão recordados destes dois nomes eram professores da Escola Industrial e Comercial de Estremoz, na disciplina de Educação Física. Quando da inauguração desta escola, tiveram a honra de ser os primeiros a utilizar um espaço completamente novo, com janelas amplas (na altura não eram perigosas), espaldares, cordas, redes de Voleibol e Badminton, tabelas de Basketball em madeira, pulimetros e respectivos acessórios em madeira, estava-me a esquecer existia um ginásio para rapazes e outro para raparigas, este, de menores dimensões e balneários. À época, serviam principalmente para criar hábitos de higiene pessoal, para "uma vida sã, em corpo são" penso que era o que estava escrito no acesso ao ginásio maior. Estes balneários, obrigavam a que os alunos pelo menos duas vezes por semana, tomassem o seu duche, poucos alunos tinham em casa chuveiros, ao contrario de hoje em dia. Tendência esta, que só se deu depois do 25 de Abril, com a feitura de muitas casas de banho no exterior de montes e residências.
Estes espaços, eram contemplados com outros dois espaços externos, com as respectivas balizas e tabelas de basketball, eram em alcatrão puro com gravilha, ao contrario do existente hoje em dia em tapete asfáltico, que ao que parece, também já não serve.
Ora bem, queria chegar a duas questões muito práticas: quando eu andei na escola, não era igual aos miúdos que lá andam hoje?
A escola, não cumpria as normas de segurança?
Em qualquer das questões, a resposta é sim.
Hoje não se joga nos campos porque são abrasivos, antes não eram?
Poderão as associações de pais, querer relvados sintácticos estão no seu direito, mas aquele espaço não é menos nem mais abrasivo, que os espaços dos poli desportivos existentes em Estremoz onde os filhos jogam à bola todos os dias.
Quanto aos dois ginásios da escola, um foi transformado em auditório, com o patrocínio do Crédito Agrícola, quer dizer que a escola, dispensava a existência desse espaço para a prática desportiva, ao que parece foi uma má aposta.
Quanto ao ginásio grande, que além da pratica desportiva se prestava a actividades como o cinema ou o teatro, ao que parece e pelo que vi em fotos de um jornal da terra está completamente degradado e isso, evitava-se se houvesse manutenção, que deve ter sido descuidada, pelo sonho de construir outro novo, destruindo as antigas instalações das Oficinas de Mecânica, Carpintaria, Olaria entre outros profissões, que deixaram de ser leccionadas numa escola que se queria virar, do ensino profissional, para uma escola liceal. Penso ter sido um erro, ter-se promovido a formação de licenciados noutras áreas, em vez de pessoal especializado nas artes e ofícios, que também poderiam chegar a licenciados em áreas tecnológicas. Esta era a verdadeira vocação, para a qual a escola foi criada nos tempos do Estado Novo. Hoje temos deficit de pessoal nas especialidades técnicas quando poderíamos dizer precisamente o contrário. Voltando ao assunto ginásio, acho bem que o ministério não tenha autorizado a destruição do património oficinas e que, se ache uma solução desta vez, para se fazer a recuperação do Ginásio, para que os nossos alunos possam ter Educação Física com qualidade e se for preciso, que recorram como no auditório (antigo ginásio das raparigas), a uma instituição bancária, para financiar a recuperação do resto do edifício e depois, até podem colocar ao lado do outro reclame um desse banco e darem o nome, da instituição ao ginásio, porque não?

sábado, 27 de outubro de 2007

Relógios atrasam 60 minutos esta noite


Esta noite os portugueses vão poder dormir mais uma hora, já que às 02:00 vão ter de atrasar os seus relógios 60 minutos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

REVISITAR A EDUCAÇÃO

Como se costuma dizer, nada melhor que rever uma pessoa amiga e quando essa pessoa está longe, mais prazer dá esse reencontro. Embora, tenha sido somente no ciberespaço, é um facto que não tinha noticias tuas há 15 ou 16 anos, é com alegria que fiquei a saber que tinhas um espaço nestas andanças e como tal, para lá vai o meu destaque.
o blogue denomina-se
REVISITAR A EDUCAÇÃO e é da minha amiga Fátima André

http://revisitaraeducacao.blogspot.com/